6 características de uma “boa” prática de massagem terapêutica

massagem-costa

“Se sempre gostou de receber massagens (de diferentes estilos e nomes, diferentes escolas de pensamento de várias regiões do mundo, a 1 mão a 4 mãos, etc..) estes 6 critérios ajudarão a decidir se de facto a pessoa que lhe está a fazer uma massagem sabe bem o que está a fazer ou está simplesmente a executar alguma rotina ensaiada de um qualquer livro ou curso que tenha tirado.

1. Toque confiante
O primeiro momento em que o seu terapeuta coloca as mãos no seu paciente irá dizer tudo sobre a comunicação inicial que se quer transmitir. Quando o toque não é confiante, nem mostra experiência, será algo do género, “ummm… deixa ver….talvez deva ir por aqui, não, talvez não, se calhar vou mais assim…”
Como paciente, deste modo é difícil relaxar e deixar a massagem fluir com naturalidade e confiar na pessoa que lhe está a massajar. Quando o toque é confiante será algo do género, ” estou aqui, sei o que estou a fazer, sei exactamente o que vou fazer consigo”.
Um toque confiante mostra ao paciente que se tem um plano de tratamento para o que o está a incomodar.
Todas as interacções entre as mãos do terapeuta e a pessoa que está a ser massajada fazer sentido e tem um propósito, isto encoraja um maior relaxamento e a resolução do problema de uma forma mais eficaz.

2. Continuidade do toque
De todas as vezes que o terapeuta retira as mãos do paciente existe uma noção de separação e perda de continuidade e conexão na massagem. Obviamente que numa boa massagem existem momentos onde exista uma troca de mãos, aplicação de mais óleo, técnicas onde tenha que haver uma separação de alguns segundos, mas tudo terá um propósito dentro do contexto da massagem.
Quando esta desconexão ocorre demasiadas vezes e sem ritmo e lógica associada perde-se uma ligação profunda com o toque e que estraga uma potencial boa massagem.
Quando se está mais tempo fora do corpo do que em contacto com ele nunca será um bom sinal de que está em contacto com um bom terapeuta de boa formação. Mostra insegurança e falta de experiência e impede-nos de relaxar como receptor.
Um terapeuta de massagem com um toque contínuo e fluído consegue induzir um maior estado de relaxamento.

3. Movimentos completos na mesma área
Quando um terapeuta está a trabalhar numa mesma linha do corpo, geralmente é agradável quando essa linha é massajada até ao fim de uma forma contínua.
Existem algumas técnicas em que isso não acontece, de facto. Mas torna-se “estranho” quando uma área massajada é interrompida e salta para outra diferente.
Algo fica incompleto e para um paciente isso sente-se. Por exemplo, técnica clássica de massajar os músculos ao longo da coluna com as duas mãos em direcção descendente, se este movimento for interrompido a meio algo não faz sentido, não sabe tão bem como o movimento completo até à base da coluna.
O ideal será ao iniciar uma área ir até ao final sem interrupções.

4. Entrar no músculo na velocidade certa e profundidade adequada
0067_20120612110422Alguns terapeutas tornam-se muito entusiastas e querem logo impor o seu estilo de massagem mais forte logo no inicio. Mas todos os pacientes têm o seu ritmo próprio de serem massajados e isso tem que ser compreendido.
Quando se tenta entrar muito rápido e com muita força o corpo cria uma barreira defensiva e torna-se mais tenso.
Quando um terapeuta “sente e escuta” bem o corpo do paciente tenta entrar e pressionar o corpo de uma maneira adequada e que faça sentido.
Quando torna-se difícil entrar no corpo fará mais sentido um terapeuta massajar outro lado e deixar aquela zona em paz e mais tarde voltar e ver como ficou depois e aí tentar outra vez nessa área. Uma boa massagem não precisa de ser dolorosa, nem tão pouco precisa de ser “festinhas”.

5. Sensibilidade e Diálogo
Uma boa massagem é percepcionada pelo terapeuta também. Para quebrar as expectativas pode-se perguntar se a massagem obedece ao que a pessoa estava à espera, se a intensidade é adequada e se a técnica está ajustada.
Deverá haver humildade para ajustar o que quer que seja (conforto, temperatura, técnica, intensidade, etc.) para ajudar a uma melhor experiência de massagem.

6. Presença Constante
Um terapeuta devoto irá sempre esquecer as suas prioridades e dedicar-se totalmente ao seu paciente. Estará de fora as suas necessidades. Raramente fará “fazer conversa de sala” ou falará sobre as últimas notícias de actualidade. Adaptará o estilo de massagem à pessoa que tem à frente e as suas necessidades.
A sua presença poderá se notar mais pelas suas habilidades com mãos do que pelos seus skills de “entertainer”.
Um bom terapeuta também aceitará críticas e sugestões para tornar a massagem mais agradável.

No fim, todos gostamos de uma boa massagem, tenha espírito crítico e sempre que receber de alguém ou fazer uma massagem seja exigente e espere sempre a excelência.”

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