A importância de Ser no abrandar

Nestes 4 anos como facilitador de som fui encontrando e conhecendo muitas pessoas.
O tema comum para virem a estes concertos era o stress, abrandar ou conhecerem-se.
Tem sido um enorme desafio ao longo destes anos manter-me criativo e renovar-me de modo a ir ao encontro ao que realmente vos leva a ir a estes concertos.

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No ultimo concerto que facilitei brinquei com a responsável do espaço que na verdade nem precisava de levar as taças para o trabalho que faço, sempre o soube, mas preciso de dominar um sistema, seja terapia de som, marketing, massagem ou outro; dominar uma técnica ou ferramenta e ter reconhecimento nisso é o que me faz ligar a outro ser.

Cada vez mais me sinto como Consultor em Desenvolvimento Humano, seja lá o que isso for, e é assim que vejo os concertos e terapias de grupo, uma oportunidade de passar o ainda pouco de conhecimento do que é isto de Ser-se Humano.

Há concertos ou melhor, na verdade são sempre terapias de grupo, em que falo mais, outras vezes menos. Houve concertos que sabia que o que levava as pessoas a irem aos concertos era aquilo que partilhava no final ou simplesmente o abraço.

Quem me segue há algum tempo já me sentiu de várias formas, mais alegre, mais sisudo, mais ou menos desbocado, mais expansivo ou introspectivo. Mais afável ou mais irritado. Com mais vitalidade, ou mais cansado e com dores. Todos temos as nossas.
Também já observaram que em todas estas minhas facetas continuo a ser EU, mas que todas as terapias realizadas foram sobre vocês.

Descobri a importância de saber abrandar, e como é importante para mim e para vocês, poder usufruir de uns momentos de fuga à rotina para poderem abrandar, relaxar e poderem por uns minutos serem a vossa essência.

Acredito que quando partilhamos o que sentimos, em e com verdade, essa poderá ressoar em outra pessoa.
Talvez seja isso que me leve a gostar tantos dos concertos e partilhas finais.
Sinto que geralmente depois dos concertos as pessoas falam da sua essência e não do seu condicionamento.

Grato e um abraço sonoro
Rui A Cardoso

O Ser… mil e uma coisas

QUANTOS SERES SOMOS DURANTE O DIA?

No corre-corre das mil e uma coisas para fazer, que tempo nos sobra para sermos quem somos?

Por vezes, e com a experiência dos meus atendimentos, verifico que muito do mal-estar que alguns dos pacientes apresentam tem que ver com o facto de já nem saberem quem são na essência. Desligaram-se da sua verdadeira personalidade.

Actualmente, a sociedade impele-nos a ser apenas uma resposta às suas exigências, às formas de estar e fazer incutidas por outras pessoas.

No fundo, durante apenas um dia, somos tantas coisas e traços de personalidade que, no final do dia, já nem sabemos se fomos um bom companheiro, progenitor, filho, amigo ou profissional.

AFINAL, QUEM E O QUE SOMOS?

A VIDA É PARA SER VIVIDA NA PRIMEIRA PESSOA. QUEM PODE SER PARA ALGUÉM, SE NÃO O É PRIMEIRO?

Somos a pessoa mais importante da nossa vida. Também a mim, a vida tem ensinado isso, contudo, continuamos viciados na adrenalina do carrossel de muito satisfazer as vontades e necessidades dos outros, muitas vezes por falta de amor-próprio.

Tenho pacientes que, desde que foram pais, perderam-se de si mesmos, perderam-se na relação, nas amizades, perderam-se no primeiro amor, que é amarmo-nos primeiro. Talvez por isso se sintam culpados quando precisam para si mesmos de uma hora, isto para aqueles que a conseguem “ter” e se permitem usufruir da mesma.

Como terapeuta, constato que as minhas consultas são os únicos momentos em que alguns pacientes estão realmente a cuidar de si. Geralmente pelas razões menos boas, pois quando me procuram, o desequilíbrio foi somatizado em patologia e transformado em dor, seja física ou emocional.

Viver 24 horas sobre 24 horas em prol de outros é matar a nossa individualidade.

Os filhos crescem e um dia terão a sua independência, os trabalhos mudam, os relacionamentos transformam-se e, nisto tudo, quem fomos verdadeiramente no decorrer da nossa existência?

Quantos não se permitem a ter um momento a sós consigo mesmos pela pressão de que estão a “perder tempo”, por pensarem que estão a ser egoístas não passando esse tempo com os filhos, família ou amigos? Pois bem, se não tivermos esse tempo para nós, dificilmente estaremos bem com quem nos rodeia e tudo começará a ser obrigação.

Dedicar 30 minutos por dia para estarmos fisicamente sós – a ler, escutar música, caminhar, meditar, fazer um hobby ou outra actividade que nos dá alegria – não é egoísmo, é sinónimo de sanidade mental.

Não fomos desenhados para estar constantemente rodeados de pessoas, em regime de confidência. Os maiores problemas que temos e muito do mal-estar que sentimos têm mais que ver com a forma como nos relacionamos uns com os outros do que com algo interno nosso. Todas as interacções com outras pessoas nos mudam e têm impacto em nós.

Aquele berro em tom de raspanete que demos ontem ao nosso filho poderia ser evitado se todos os dias tivéssemos um momento de tranquilidade interna, um momento a sós.

Ter outro ser humano dependente de nós é algo que nos transforma, que nos traz os medos, as noites em branco, a ansiedade e sensação de que tudo na sua vida devia ser perfeito. Queremos ser mais perfeitos e melhores que os nossos pais.

Contudo, essa ideia de perfeição só existe na nossa cabeça e sabemos intuitivamente que o que as crianças mais precisam durante os primeiros anos de vida é de amor incondicional, uma sensação de segurança, bons exemplos de vida e que a energia que as rodeia seja harmoniosa.

Se vivemos em constante stress e ansiedade de sermos mais e fazermos mais, será que conseguimos emitir essa boa vibração de que as crianças tanto precisam?

Deixo-vos com esta reflexão e com esta questão:

quando foi a última vez que realmente observaram o mar?

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Um abraço sonoro,
Rui de Almeida Cardoso (14 de Setembro 2017

Tudo está dando errado na sua vida? Pare e reflicta nestes 13 aspectos

“Todos sabemos que a vida é feita de “altos e baixos“, onde momentos “bons” são intercalados com momentos “ruins”, não necessariamente nesta ordem. Em determinadas fases, nos encontramos felizes e radiantes, parece que o universo conspira ao nosso favor.

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Em contrapartida, existem outras fases que parece que a vida perde o controle e tudo fica de “cabeça para baixo“; e nós acompanhamos o ritmo, perdemos o rumo e nos sentimos confusos em meio a tanta desordem, colaborando com nossas condutas para o prolongamento da situação. Uma desilusão aqui, um desencontro ali, uma decepção acolá, e neste somatório, nos sentimos usurpados pela vida, onde temos a falsa impressão de que as coisas não tem mais jeito.

Engano! Tem jeito sim!

A boa noticia é que nenhum problema ou desafio permanece para todo o sempre e muitas vezes a pedra de tropeço no seu caminho é aquela oportunidade de avanço. A vida é mesmo assim, vamos acertando e errando, caminhando e caindo. Nesta caminhada temos avanços e retrocessos e assim vamos aprendendo. O bom disso tudo é que, em sua sabedoria, a vida sempre traz compensações, pois daqui a pouco as regras mudam e o jogo se inverte configurando um novo panorama.

Se você está passando pela fase das “bruxas soltas” este texto foi feito especialmente para você. Agora, ao invés de se lamentar de sua situação um tanto indesejada, tome algumas atitudes para tentar mudar seu estado. Este é o momento de parar, respirar fundo e refletir em 13 aspectos para serem lembrados e praticados em momentos delicados.

1- Tudo na vida tem um lado positivo:

Perceba a crise como sua aliada, como uma oportunidade de crescimento, aprendizado e mudança para uma vida melhor. As dificuldades nos convidam a sair do lugar comum, da nossa zona de conforto. Nos momentos de dificuldades, somos compelidos a aguçar a nossa criatividade, persuasão e imaginação na resolução de conflitos e desafios.

Neste momento buscamos desenvolver estratégias que não desenvolveríamos se não tivéssemos nenhuma crise deflagrada. Portanto, a ideia é focar sempre nos aspectos positivos das experiencias, agarrando-se a elas, pois esta visão otimista será o suporte no momento de lutas travadas, tornando-nos mais fortalecidos e fazendo-nos progredir sempre.

 

2- Se for necessário, deixe ir embora, se desapegue:

Cada um de nós tem aquela intuição através de mensagens subliminares de que algo chegou ao fim, embora muitas vezes não queiramos aceitar. Outras vezes, a mensagem é totalmente explicita. Não tente reter coisas, pessoas ou circunstancias que não querem permanecer ou que já se foram, pois é perda de tempo, esforço e energia. Presentifique sua vida.

Deixe o passado deteriorado para trás e abra espaço para novas possibilidades. Sempre acredito que se algo não deu certo é porque outra coisa melhor está por vir. Vá ao encontro, não fique parado se lamentando. Como relatei em um outro texto: Não existem perdas, o que se foi cumpriu o seu propósito. Agradeça, tome uma atitude proativa e passe para a etapa seguinte.

3- Perdoe e siga o seu caminho:

Sem o perdão a vida se torna inviável, pois é impossível viver carregando lixo emocional, visto que este é altamente tóxico para nossa saúde física e psíquica. O rancor, a magoa, o ódio, o ressentimento e a falta de perdão são energias estagnadoras que impedem nosso progresso e prosperidade. O perdão é a fonte da transmutação do ser, da conexão com o “eu” divino.

Deste modo, perdoar a quem nos prejudicou não é somente um ato de benevolência para com o outro, mas sobretudo uma atitude de inteligência para connosco, embora não seja um processo fácil. Mas acredite, vale a pena. Uma vida de qualidade advém de bons sentimentos, de bem estar e de completude. Estes estados não apresentam afinidade com ressentimentos ou sentimentos de vingança. Descarregue os sentimentos “ruins”, perdoe, se alivie e siga em frente, afinal de contas todos nós erramos.

 

4- Toda experiencia é transitória:

Tudo na vida passa, nada é definitivo. Esta frase pode parecer clichê, mas geralmente é esquecida quando nos desesperamos diante de determinadas situações que parecem não ter fim. Tem momentos que parecem eternos, nos tirando a paz e o sossego. Diante da pressão e do estresse de acontecimentos desagradáveis, parece que a Via Crucis é interminável. Mas tudo se renova e se transforma, tudo tem inicio e término. Aproveite para aprimorar-se com as dificuldades e tirar sempre uma lição de vida para si.

5- Não assuma posição de vitima:

Se algo está desorganizado em sua vida, você contribuiu direta ou indiretamente. Sendo assim, reflita e reveja os pontos em que falhou, aprendendo com cada um deles. Assuma uma posição de pessoa ativa, responsável e consciente.

Quando você assume o papel de vitima, o poder da sua vida passa para as mãos de terceiros, sendo você mero espectador impotente diante dos fatos e das pessoas. Responsabilize-se por sua vida e transforme a sua realidade com atitudes assertivas. Infelizmente não podemos transformar tudo em um passe de mágica; portanto tenha paciência para esperar a tempestade passar, pois sem chuva as arvores não crescem e os campos não florescem.

 

6- Seja paciente com a vida:

Nada acontece por acaso e tudo na vida é uma construção ou desconstrução. Sendo assim, tudo tem seu tempo, sendo necessário desenvolvermos a paciência, a perseverança, a tolerância e a sabedoria para esperarmos o tempo certo das coisas sem frustração.

No entanto, nunca confunda passividade com paciência. A espera associada à perseverança é uma conduta ativa e consciente onde trabalhamos no que podemos na construção do nosso propósito. O problema é que na atualidade, perdemos o sentido e o significado processual, ou seja, queremos tudo pronto, bem feito e se possível para ontem.

Nem sempre o tempo para que algo aconteça é o tempo que estipulamos. Em muitas situações, podemos e devemos ser ativos, mas em outras a espera é necessária. Como diz a sabedoria bíblica, tem certas ocasiões na vida que mais vale ser paciente que valente. Vale a pena esperar o desabrochar do broto, do contrário não vislumbraremos a beleza da rosa.

7- Decida ser feliz:

Para sermos felizes não precisamos de nenhuma condição especifica. Geralmente postergamos a felicidade para quando tivermos isto, para quando acontecer aquilo. A felicidade não está associada a nenhuma condição externa. Não procure a felicidade ao lado ou logo ali na primeira esquina. A felicidade está dentro de você, aqui e agora.

Ela está nas pequenas coisas, nas pequenas alegrias, nas entrelinhas que tantas vezes passam despercebidas. Tanto é verdade que quando nos sentimos nostálgicos, as memórias de felicidade estão associadas a pequenas coisas e pequenos gestos; aqueles simples. Sendo assim, decida ser feliz hoje, pois certamente embora você não tenha tudo, você tem o suficiente para decidir se posicionar em uma atitude de felicidade e regozijo diante da vida. Observe!

 

8- Seja grato por tudo que tem:

Somos seres da dimensão da falta e da ordem do desejo e portanto nunca teremos tudo. Sendo assim, agradeça o que possui ao invés de reclamar o que ainda não possui. Valorize o que você tem e o que conquistou. Geralmente estamos focados no que queremos conquistar ou no que não temos. Nunca estamos disponíveis para saborear nossas conquistas e já queremos logo outra coisa. Vivencie suas vitórias e lembre-se que sem sentimento de gratidão não poderemos usufruir da verdadeira felicidade, já que estaremos focados na incompletude e na frustração.

9- Mantenha firmes a fé e a esperança na vida:

Todos temos adversidades e estas nos fortalecem quando bem vivenciadas. Não desanime diante dos obstáculos, nem se esconda em seu caracol, em seu casulo. Viva, adquira experiencia, cresça, aprimore-se. Abra a alma e o peito pra vida; esteja e seja pro que der e vier. Comece ressignificando seu sistema de crenças, na maioria delas, limitantes e negativas.

Muitas vezes a vida reserva surpresas, portanto, mantenha uma posição otimista, mesmo que tudo prove o contrário. Uma posição otimista é capaz de verdadeiros milagres. Experimente esta proposta e veja os resultados.

 

10- Transmute dificuldades em oportunidades:

Na vida não existe gratuidade e sendo assim, não existem grandes vitórias sem grandes lutas. Grandes transformações necessitam de tempo de elaboração. Aproveite cada dificuldade que a vida oferece para ter mais sabedoria, para desenvolver novas habilidades e capacidades. Através da determinação, do trabalho, do otimismo, da perseverança e da força de vontade poderemos transformar dificuldades e superar as próprias limitações.

As melhores oportunidades geralmente se apresentam em forma de dificuldades disfarçadas. Observe atentamente as dificuldades e veja onde e como pode tirar uma oportunidade de crescimento e realização. Portanto não se lamente, mas agradeça. Utilize todas as circunstancias “boas ou “ruins” para o aprimoramento de todas as áreas da sua vida.

11- Viva o momento presente:

Esteja integrado, envolvido, implicado, unificado e conectado no seu sagrado presente e suas imensas possibilidades, pois o “agora” é um milagre que não se repete. Apreciar cada momento e seu encanto é se oportunizar desenvolver um estado pleno de consciência do que está a volta, bem como de seus processos internos, sendo uma forma de autoconhecimento.

Revisite o seu passado apenas para não repetir padrões disfuncionais de experiencias malogradas ou para lembrar-se de alguma lição de vida. Geralmente vivemos preocupados com o futuro ou com o passado e não existe nada de mais irracional.

Isto porque o passado já não é mais e o futuro você nem sabe se virá. Somos condicionados a “fugir” do momento presente, mas devemos praticar diariamente esta conecçao com o hoje, o agora, porque é no aqui e no agora que poderemos modificar ou fazer algo por nós e pela vida. Por este motivo, não sofra pelo que passou e nem antecipe o que você hipotetiza acontecer. Viva o agora. O hoje é a sua grande oportunidade.

 

12- Não pretenda ter o controle de tudo:

Como foi relatado anteriormente, devemos ser proativos, ter atitude e sermos agentes de transformação das nossas próprias experiencias. No entanto, em alguns aspectos, somos limitados. Deste modo, é necessário discernir entre o que podemos e devemos modificar e o que não podemos sequer controlar.

Não podemos controlar pessoas, algumas circunstancia ou situações, mas podemos modificar e controlar a nós mesmos. A partir de uma mudança de disposição e de conduta, indiretamente as pessoas e circunstancias também mudarão. Mantenha-se sempre motivado, agindo de acordo com os recursos de que dispõe.

13- Reinvente sua própria vida, construa a vida que deseja:

Tudo o que mais desejamos na vida é sermos felizes, completos, plenos e satisfeitos. Vire a pagina, experiente novas vivencias, novas emoções; experimente uma nova vida. Comece uma faxina emocional: jogue fora todo e qualquer sentimento negativo, nocivo, tóxico ou destrutivo. Livre-se de seus medos e de suas limitações. Faça escolhas conscientes e sobretudo ame-se. Todo movimento de transformação começa com o amor próprio. Seja co-criativo.

Para refletir:

E’ no momento da batalha que você desenvolve sua “força interior”. Se você persistir, a vitoria será sua. Não baixe a cabeça para as dificuldades. A sua vida, só você pode mudá-la, só você pode consertá-la, só você pode reescreve-la. O auxilio externo é muito importante como suporte em momentos delicados, mas o movimento de mudança deve necessariamente partir de você. Ninguém pode fazer este trabalho. Sendo assim, reavalie estes 13 aspectos da sua vida, mude de perspectiva e não perca mais tempo: abrace a felicidade e viva uma vida de qualidade que é sua por direito.”

(Autor: Soraya Rodrigues de Aragão )

(Imagem: Brooke Shaden)

(Fonte: alquimiadavida.org ) http://www.fasdapsicanalise.com.

Texto em PT/BR